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Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
Aos 12 de junho deste ano de 2026, venho mais uma vez a falar de Amor aqui em O Mundo Inominável. Desta vez, quero me direcionar em argumentos e observações para o contexto histórico contemporâneo, situando tanto o Amor quanto o Romantismo neste atual século. Julgo, assim, não ser necessário falar de épocas remotas ou de períodos históricos nos quais ambos os termos eram praticamente manifestados de modos práticos, simples e diretos. Vou separar ambas as manifestações do meu pensamento, nascidas de minhas observações sobre os referidos termos, no contexto da atualidade.
O QUE É O AMOR NO SÉCULO VINTE E UM?
Retoricamente, a melhor abordagem seria ir direto ao ponto aqui e dizer, simplesmente, que o Amor hoje encontra-se no meio de um patamar amontoado de termos que hoje são meros produtos comerciais. Isso seria muito simples de resolver a questão erguida pela indagação acima, mas se configura algo vazio sem o contexto de uma elaboração mais concisa de pensamento. Portanto, será de bom tom explanar com maior embasamento o que eu respondo à indagação que é o título desta seção de meu texto.
Baseado no quanto eu tenho observado ocorrer, me informando sempre a partir de minhas próprias percepções pessoais acerca do assunto em questão, interpreto hoje a ideia de Amor como algo que poucas pessoas conhecem da forma correta. Tudo é muito raso e muito líquido nas Redes Sociais, principalmente se levarmos em conta os Perfis de casais sorridentes felizes que constituíram famílias igualmente felizes. As fotos que tais casais postam são sempre artificiais, o brilho dos olhos e dos sorrisos denota frequentemente algo forçado construído para as Redes Sociais. Juntando isto ao fato de filmes, séries e novelas ainda apresentarem versões idealizadas e exageradas do que é o Amor hoje em dia, temos a certeza de que não há conhecimento real algum sobre tal sentimento na maior parte das pessoas. É do amor romântico que falo aqui, não das demais formas de amor que, sendo sentimentos mais instintivos e primordiais, são de fácil entendimento e plena compreensão da parte de quem os carrega. Eu mesmo não conheço e nem reconhecido o Amor como este é atualmente abordado, fazendo do chamado Dia Dos Namorados mais uma desculpa para comerciantes de Lojas Físicas e Virtuais lucrarem extensivamente com diversos produtos. Você que lê este texto também não deve saber o que é o denominado Amor nos dias de hoje, talvez considerando igualmente estranha a maneira como o Entretenimento nos dias atuais aborda o tema. É muito sonho e pouca realidade, fazendo com que pessoas suscetíveis a sonharem demais fiquem presas a ideais realizadores repletos de mentirosas conclusões sobre as questões amorosas. É muita fuga da questão real propor um texto que busque apenas responder a isso, eu nada aqui quero responder, as dúvidas que tenho são complexas demais para serem respondidas na Postagem de um blog. Sendo assim, eu seria um farsante se respondesse acerca da questão acima se não compreendo ainda direito o que tanto fazem para empurrar em nossa direção uma ideia totalmente desprovida de alma acerca de algo que, em sua essência, é muito puro e elevado demais. Talvez, por ser elevado demais, apenas um coração que realmente ame alguém além da mãe, do pai, das irmãs, dos irmãos, da família, dos amigos, dos animais de estimação e da profissão escolhida, encontrará a resposta.
A sincera opção que tenho aqui é deixar em aberto tudo que eu for fazendo se manifestar na página em branco agora mesmo à minha frente. Romantizo, assim, a minha própria Escrita como algo que não possui arrogantes pretensões e abordagens. Romantizo… Mas, será que o Romantismo, o Amor Romântico, eu também não conheça de verdade?
O QUE É O ROMANTISMO NO SÉCULO VINTE E UM?
Eu, um poeta nada romântico que escreve poemas românticos, não sei também o que é hoje o Romantismo para as demais pessoas do mundo. Para mim, tanto o Amor quanto o Romantismo são objetos de busca romântica, mas jamais me aventurei em ir atrás do que significa amar romanticamente para outras pessoas. Poeticamente atravessado pela questão desta e da outra seção do presente texto, o que me resta é fazer uma representação do que o meu pensamento alcança tendo em vista a observação dos “romances” midiaticamente propostos como incessantes propagandas em datas como as de hoje.
Estamos em uma época na qual as músicas românticas são vistas como ultrapassadas demais por uma juventude dinâmica; e, tirando raras exceções, as pessoas de gerações anteriores abandonaram completamente o hábito de ser romântico. Hoje são escritas músicas nas quais as mulheres são descritas como vagabundas, cachorras, descartáveis e volúveis nas vozes de homens brutalizados em muitos sentidos; em resposta, as mulheres que cantam suas mazelas diminuem o sexo masculino na mesma proporção, mas com bem mais sutileza e inteligência. No meio de uma contemporaneidade planetária que visualiza o crescimento do discurso Red Pill, com um ou dois Incels entre dez homens nas Redes Sociais e no mundo real; e onde o Feminicídio também se encontra em um triste momento de recrudescimento, é óbvio que a ideia romântica de união entre casais se torna algo digno de ser exposto documentalmente em museus e centros culturais. Por que estou fazendo esta relação entre elementos sociais que dialogam com abordagens para textos bem diferentes deste? Porque a morte do Romantismo nos dias atuais, uma morte cada vez mais rápida nos círculos sociais, passa pelo desenvolvimento da Cultura do Ódio contra as mulheres e da separação cada vez maior entre homens e mulheres, um fenômeno bastante real e latente para mim. Para você, que me lê neste texto, isso pode até não parecer muito conciso e fundamentado, mas eu escrevo aqui a partir das minhas observações pessoais. No entanto, não tenho nenhuma autoridade para dizer que tudo aqui é absolutamente verdade, posso até estar escrevendo um monte de bobagens… A única coisa que posso afirmar, como um poeta que ainda se interessa em escrever versos românticos, que a agonia do Romantismo no mundo contemporâneo é a realidade mais absoluta em minha mente, coração e Ser.
Conheço algo do Romantismo por conta de meu trabalho poético, mas nada do Amor em si… É paradoxal, não é? Talvez você aí seja também paradoxal em muitas coisas, mas o propósito deste Ensaio que foge das regras dos Ensaios é mesmo lhe instigar e me instigar a indagar acerca do título dele. Respostas prontas são fáceis e vulgares demais, eu detesto cada uma delas.
CONCLUSÃO
Eu não posso concluir como sempre faço este texto porque seria algo que se fecharia em si mesmo. Então, como não quero carregar comigo para sempre, sozinho, as minhas dúvidas acerca do Amor e do Romantismo neste século, indago-lhes:
O que é O Amor para vocês neste século vinte e um?
O que é O Romantismo para vocês neste século vinte e um?
Vocês amam alguém romanticamente?
Vocês romantizam seus relacionamentos amorosos?
Respondam nos Comentários ou ignorem ou se calem.
Ilustrando este post:
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