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| Chun Li, Ken Masters e Ryu Hoshi |
Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
Antes de tudo, devo esclarecer que não sou um Boomer, um Hater, um Troll ou um pseudovidente que, antes de assistir a uma obra já saio dizendo que ela será boa ou ruim. O título desta Postagem, no entanto, eu sei que parece denotar a expressão de um discurso cheio de ódio e arrogância contra uma obra que vai estrear nos cinemas aos 16 de outubro de 2026. Vou esclarecer bem o que eu pretendo dizer com o título, mas primeiro vou postar o trailer porque pode ser que algumas e alguns de vocês ainda não o tenham assistido ou não costumam acompanhar notícias sobre produções cinematográficas adaptando Games.
Diferentemente da grande maioria das opiniões pela Internet acerca deste filme, nascidas somente por causa do trailer acima, não ataco a maneira como os Personagens estão representados e nem estou dentro de uma espécie de hype para aguardar a estreia dele. Me mantendo ciente de que apenas após assisti-lo poderei ter uma opinião embasada em fatos, não vou entrar na onda da manada que fica delirando tanto acerca da má qualidade quanto da má qualidade de uma produção apenas por causa de seu trailer. Já estou em uma idade (49 anos) na qual seria bastante estranho recorrer ao recurso de classificar algo que eu ainda não assisti baseado apenas em trechos selecionados para divulgá-lo. Se for um filme ruim, eu saberei disto após assisti-lo; se for um filme que, por causa da diversão que parece propor, for bom, também saberei disto da mesma maneira. Muito simples e mais racional isto.
Alguns baseiam as suas pré-definições do que o filme é por causa da adaptação de 1994, da qual eu gosto bastante por ser bastante divertida. Foi um filme que assisti no cinema e me fez muito bem, trata-se de uma boa lembrança da minha juventude. O tempo passou e, ao amadurecer em minhas considerações cinematográficas, percebi as falhas de Roteiro e de continuidade do filme que, em 1994, aos 17 anos, eu não percebi. No entanto, eu não execro ou abomino o filme, como muita gente faz por aí; mesmo sendo um Filme B que teve poucos recursos tecnológicos e cenas de combate mais impactantes, mais fiéis ao Game que adaptou, não o vejo como um lixo. Percebo que o destino desta nova adaptação de Street Fighter vai ser o mesmo do filme anterior, pois já agora no trailer as opiniões da maioria são negativas e atacantes de algo que ainda nem estreou. Isso é um sinal da nossa época ou tudo é pré-julgado mesmo hoje em dia sem que se chegue perto demais para que se confira sua qualidade ou falta de qualidade? Ou seria apenas odiar por odiar, no caso de quem é mais radical, extremista mesmo, na forma como encara algo que, à primeira vista, não lhe agrada?
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| Poster de Street Fighter (1994) |
Seja qual for a resposta das duas indagações acima, o sintoma real está no fato de se sentir uma necessidade de atacar por atacar, como estou percebendo em alguns dos comentários que ando lendo no YouTube em vídeos exibindo o trailer ou falando deste. Por antecipação, o julgamento no grande tribunal de determinações agressivas e irracionais da Internet já condenou o filme à lixeira da História do Cinema. Da minha parte, como eu digo logo no título, não estou criando expectativa alguma quanto a ele, não sou de “seguir o hype”e nem de me empolgar demais com trailers. Tenho toda a calma do mundo e o raciocínio lógico suficiente para poder entender que sempre se torna um grande erro fazer contra uma obra que ainda nem chegou aos cinemas um alvo de caçada cruel e ininterrupta. Até pouco tempo atrás, eu também já fiz isso, mas ao limiar dos meus 50 anos de idade uma certa tendência em mudar o meu modo de lidar com o que aparenta ser uma coisa e pode ser outra se configura muito maior do que viver proferindo virtualmente previsões no material de pré-lançamento de tudo que assisto. Estarei no cinema para conferir este filme porque eu gosto muito da Franquia Street Fighter, sem pré-julgamentos ou má vontade antecipada com relação à história.
Analisando em si o trailer, o mesmo só mostrou a condição de decadência moral e existencial de um Ken Masters (Noah Centineo) quebrado por algum motivo relacionado a Ryu Hoshi (Andrew Koji). Cabendo a Chun-Li Zang (Callina Liang) reunir os dois e alguns outros lutadores para um Torneio de Artes Marciais que aparenta ser mais do que é ocultamente, a sucessão das demais imagens não revelou nada mais do Roteiro. Apenas houve, tirando o entendimento da relação dos três Personagens citados, um desfile de Personagens icônicos do Game em posições de luta ou lutando entre si e uma interação tensa da Chun-Li com a Cammy White (Mel Jarnson). A meu ver, muitas caracterizações estão perfeitas, como a dos Personagens citados aqui, com destaque para a manutenção da Sensualidade da Cammy como mostrada nos Games; e outras estão um tanto quanto diferentes, com destaque para o de William F. Guile (Cody Rhodes), o qual não tem o mesmo porte físico do Personagem em suas versões originais. Porém, isto é um pequeno detalhe, pois os Personagens de um Game não são pessoas reais e mesmo que as caracterizações, algumas vezes, em muitas adaptações, possam parecer diferentes do original, o que conta é a manutenção da essência deles. Isto basta, obviamente, a meu ver, para que saibamos que na pele de um Ator e de uma Atriz uma entidade ficcional ganhou vida no mundo real. A paciência é uma imensa virtude se algo em uma adaptação não nos agrada, senhoras e senhores.
Eu tenho paciência, sim, muita paciência e nenhuma pressa com relação a todas as coisas. Aplicarei a minha paciência em relação a este filme e verei o resultado por mim mesmo daqui a seis meses. A diversão está garantida porque as imagens liberadas mostram um clima bem descontraído e aberto para qualquer tipo de abordagem interpretativa do universo do Game. Destruir algo que ainda não vi apenas por causa de um trailer nunca será algo do meu feitio, é bastante imbecil até fazer algo assim.
Saudações Inomináveis a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
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| O Team Chun Li |
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| O Team Bison |






















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