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🖋Roteiro: Garth Ennis
🎨Arte: Steve Dillon
🖌Cores: Matt Hollingsworth
📅Ano de publicação dos originais: 1995
📚Editora: DC Comics
Selo Vertigo
⚖️Créditos Do Scan: Rapadura Açucarada
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✍Sinopse:
A jornada do Reverendo Jesse Custer para acertar as contas com Deus começa aqui. Ao ministrar um sermão após um episódio polêmico em sua comunidade (envolvendo Jesse, um bar e muito uísque), o pastor foi protagonista de um acontecimento religioso de primeira grandeza e teve contato imediato com Gênesis, uma entidade meio Anjo, meio Demônio, cuja natureza jogou Jesse em uma cruzada moderna. Amalgamado com a criatura, Jesse Custer ganhou uma linha direta com os mistérios da Criação e seus principais personagens. E, dentre todos estes, nenhum é mais importante do que Deus. A missão do reverendo agora é a mais grandiosa (e perigosa) de todas: partir em busca do próprio Criador atrás de respostas! E ele não estará sozinho em seu caminho. Tulipa, uma ex-namorada, e Cassidy, um irlandês envolto em mistérios, entram em cena trazidos por uma coincidência (ou pela Divina Providência) para participarem da jornada. O primeiro passo está dado!
A CAMINHO DO TEXAS traz o início da saga de PREACHER, uma das histórias em quadrinhos mais aclamadas dos anos 90. Criada por Garth Ennis e pelo artista Steve Dillon, este novo clássico da nona arte versa sobre vida, morte e redenção, sendo também recheado de sexo, álcool, sangue e violência – além de Anjos, Demônios, Deus, Vampiros e desajustados de toda estirpe. Sem dúvida, uma das obras mais viscerais a ser registrada em celulose! Esta publicação reúne Preacher 1 a 7.
⚖️Créditos da Sinopse: Amazon
Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
O que define um Clássico Dos Quadrinhos é a sua relevância histórica para muito além da época em que foi desenvolvido. Qualquer Clássico, de qualquer área do Mundo da Imaginação inspirando Criadoras e Criadores em seu ofício de dar luz a Universos Ficcionais, não passa a permanecer fixo dentro do contexto histórico de sua publicação original. Se cem ou dez mil anos passarem, caso os Produtos Imaginados em nossa Realidade nesta nossa Era sejam conservados por interessados na Memória da Arte, um Clássico continuará tendo a sua importância absoluta dentro do meio criacional ao qual pertence. Preacher fez vinte e oito anos agora em 2023 desde sua primeira Edição no ano de 1995, mantendo-se desde as primeiras histórias, as contidas neste Volume, com a mesma atmosfera imperturbável de desafio contracultural aos padrões estabelecidos de moralismos atrofiantes da própria Condição Humana. Desde a primeira página, eu fui fulminado pela presença inquestionável de um Clássico da Nona Arte, obra-prima desafiadora que, para sempre, será um marco dando este recado a Leitores e Autores que até ele chegarem: nunca aceita a merda que o mundo se tornou por causa da Humanidade com suas tolices e pequenezas várias, modele dentro da própria merda o seu grito de revolta e questione a tudo de forma implacável, indestrutível, irrefreável, invencível e autêntica.
O que Garth Ennis estabelece desde o primeiro momento é um puro questionamento sem ser pedante ou utilizar toda a pose de uma linguagem acadêmica pernóstica, arrogante e que poucos compreenderiam. Tendo um uísque e, talvez, vodca e a cachaça brasileira por perto, além de vários cigarros, ele consegue provocar o leitor a fazer suas próprias perguntas a partir do uso de expressões populares. Se a tradução para o Português fez com que algo do original em Inglês se perdesse, não dá nem para notar porque a linguagem é tão próxima do diário viver comum que parece ter sido escrita por um conterrâneo nosso. É por causa deste aspecto informal e popular que Ennis é um dos Grandes Mestres Dos Quadrinhos, sem imitar ninguém ou tentar ser um sucessor de algum outro Astro dos Roteiros. Jesse Custer é tão orgânico e fiel ao retrato de um andarilho tendo como Anjo da Guarda John Wayne, com o qual ele conversa, que o mesmo poderia ser um vizinho nosso. A facilidade com que o Personagem conquista desde a primeira aparição não é algo comum, apenas os Autores mais habilidosos tornam isto possível com 100% de facilidade. A mesma simpatia e amor à primeira vista Cassidy e Tulipa conseguem ofertar, os mesmo sendo tão possíveis de serem encontrados em qualquer boteco do Brasil ou pub londrino tanto quanto o Custer, um Pregador nada convencional, comum ou monótono.
O casamento do Roteiro com a Arte é o segundo elemento que representa a força desta obra. Steve Dillon eu conheci na fase do Ennis em Hellblazer e aqui em Preacher ele se avoluma como um co-narrador que preenche todas as linhas do Roteiro com um visual vigor narrativo supremo. E as Cores de Matt Hollingsworth deixa tudo ainda mais do que perfeito neste Verdadeiro Matrimônio Criativo, com cada peça adquirindo uma construção de densidade que é suficientemente ilimitada dentro das perspectivas determinadas pelo desenvolvimento da história. E eu não posso deixar de fora Glenn Fabry, o Artista que lindamente eternizou seu nome nas capas desta Série da falecida saudosa Linha Vertigo da DC Comics.
Clássicos sobrevivem aos seus Autores e, infelizmente, do time criativo de Preacher presente neste primeiro Volume, Steve Dillon é o único materialmente ausente. Do início ao fim da Série, Dillon se manteve, tendo tantos méritos quanto o próprio Ennis no que Preacher é para os Quadrinhos. Entro em contato físico com este material apenas agora, a partir de uma Doação feita por um amigo e afirmo ser esta uma daquelas obras em Quadrinhos para serem fisicamente colecionadas. Deixarei, abaixo, até mesmo um link para o meu Canal no Telegram, Alexandria Do Inominável, para o Download do Scan feito pelo Rapadura Açucarada; mas, a qualidade do material é de tão sublime altitude que recomendo adquirir os Volumes impressos (se possível, a Coleção da Panini em Encadernados, não as monstruosidades dos dois Omnibus lançadas recentemente aqui no Brasil pela mesma Editora e que custam quase a metade de um Salário Mínimo). Scans são fundamentais nestes tempos de muitos bolsos escassos, mas eles não substituem o prazer de folhear e apreciar uma obra de arte cujo poder conquista de um modo tão instantâneo que é impossível se desvencilhar de sua influência. Concluída a leitura, me senti instigado e provocado (sim, enfatizo novamente que a palavra-chave que define Preacher é PURA PROVOCAÇÃO) a me alimentar de mais acerca deste Universo.
Não cabem Spoilers aqui, senhoras e senhores leitores virtuais, não sou do tipinho babaca que estraga as experiências de leituras dos outros. Se a senhora ou o senhor ainda não embarcou no mundo escatológico, invocado, sedutor, absurdo, caótico, perturbador e incômodo de Preacher, onde nada é vomitado de forma gratuita (nem mesmo os momentos mais violentos e repulsivos), recomendo uma imensa penetração (no bom e no mau sentido…) nas páginas desta Saga que busca a Deus de um modo nada recomendável às religiosas sensibilidades atrofiadas por um arcaico e ultrapassado livrinho de contos fantásticos supostamente sagrado. Embarque com Custer e Gênesis em um navio que somente afunda naquela mesma merda que citei no primeiro parágrafo desta Resenha. Se a senhora ou o senhor espera encontrar respostas para perguntas simples ou complexas ou que tudo se encaminhe para típicos finais felizes, melhor nem pensar em ter esta obra em sua Gibiteca. O risco de ficarem com uma aparência pior do que a do Cara de Cu (que surge aqui neste Volume como um Personagem que promete um grande crescimento com o desenvolver da Saga), na mente e na alma, é altíssimo.
Mas, a aparência de vossas mentes e almas quando se depararem com as páginas de Preacher pode ser algo muito diferente. Apesar da poderosa ironia e contestação do texto, Melancolia, Dor, Tristeza, Desânimo e Angústia notei como as entrelinhas que movem os Personagens Principais. Sobra espaço até mesmo para críticas sociais, questões raciais, questões sexuais e, acima de tudo isto, uma bastante inteligente forma de criticar toda a hipocrisia socialmente alimentada pelos diversos meios de escravização do Ser. A Religião, para a qual o texto de Ennis mais se volta, é a mãe de toda desgraça, maldição e miséria perpetradas pelos Seres Humanos, com cada quadro e fato neste primeiro Encadernado de Preacher anunciando isto de forma latente. Não é algo literalmente dito pelos lábios de qualquer Personagem, mas se a sua leitura for precisa na interpretação do que o Ennis transmite, sem ser um Professor de qualquer matéria transgressora, algo assim você pode perceber. Nada é poupado. Nada é suavizado. Nada é ignorado.
Se isto tudo vi em apenas um Volume, os próximos serão as descidas mais pesadas em direção aos abismos humanos que se fazem crescentes na nossa Realidade. Todo Clássico denuncia algo e em Preacher o Grotesco Humano, a incapacidade de percebermos que devemos nos libertar das mais diversas milenares mentiras, é o alvo claro para mim. O alvo poderá ser outro para você, cara leitora, caro leitor, a depender do quanto o seu modo de leitura for capaz de se ausentar de tudo que lhe foi transmitido de valores ideológicos, religiosos e morais. Amoral ao máximo, tanto quanto Hombre (resenhado aqui ontem), Preacher é para as fodonas e os fodões que não temem as leituras que espancam até a morte cada convicção, crença e visão de quem as lê.
Arrisquem-se os que assim puderem ser na muito mais do que necessária obra-prima de um irlandês genial. Se sobreviverem à leitura, nos veremos na Resenha do Segundo Volume.
Saudações Inomináveis a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
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A Caminho do Texas










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