Vozes de: Ray Chase, Jennifer Hale Alison Sealy-Smith, Cal Dodd, J. P. Karliak, Lenore Zann, George Buza, A. J. LoCascio, Holly Chou, Isaac Robinson-Smith, Matthew Watterson, Ross Marquand, Adrian Hough
Compositores do tema musical: Haim Saban e Shuki Levy
Compositores: The Newton Brothers
País de origem: Estados Unidos
Idioma original: Inglês
Nº de Sessões: 1
Nº de Episódios: 10
Produtores Executivos: Brad Winderbaum, Kevin Feige, Louis D'Esposito, Victoria Alonso e Beau DeMayo
Produtores: Danielle Costa e Sean Gantka
Editores: Michelle McMillan, Asher Lewis e Melissa Lugo
Duração dos episódios: 30–43 minutos
Companhia Produtora: Marvel Animation
Rede: Disney+
Data de lançamento: 20 d e março de 2024
✍🏾 Sinopse
X-men '97 continua a história de X-Men: The Animated Series (1992–1997). Em ambas as séries, os Mutantes são pessoas que nascem com habilidades Sobre-Humanas que geralmente se manifestam durante a puberdade. Os X-Men são uma equipe de Super-Heróis Mutantes fundada pelo Professor Charles Xavier para proteger Mutantes e Humanos. No final da Série Animada, Xavier quase morre em uma tentativa de assassinato e é levado ao espaço para ser curado pelo alienígena Império Shi'ar. X-Men '97 começa um ano depois e vê os X-Men enfrentando novos desafios sem Xavier, sob a liderança de seu ex-adversário Magneto. Tal como acontece com a série original, X-Men '97 combina Ação, Drama estilo Novela e exploração de tópicos sérios.
Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
Com um relativo distanciamento do hype hiperlativo explosivo causado pelo retorno da Série Animada dos X-Men, submeto neste texto toda a análise sintética do que assisti. Não estou assim tão distante do hype, emocional e nerdicamente falando, pois o próprio título desta minha Postagem é um assumido louvor ao quanto me impressionaram os dez episódios da produção. Mais do que ser um Fã da Mutandade nos Quadrinhos, no Cinema e na Televisão (voltando aos Anos 90), sou um estudioso autodidata do quanto as expressões midiáticas em redor de um assunto que gera muita atenção do público são capazes de derrubar diferenças entre os consumidores de seus produtos. X-Men ‘97, um produto da Marvel/Disney (ou Disney/Marvel, como queiram) foi vendido midiaticamente como uma viagem retrô para uma época dourada da Televisão, hoje algo que em sua Programação Aberta ou Fechada não atrai o grande público que tem acesso à Internet. A venda comercial para os espectadores, os que são Fãs, como eu, da clássica Série Animada, e os que passaram a esta conhecer por causa do retorno dela, teve um retorno positivo conforme o ideal proposto pelo projeto em si. Foi tudo calculado, manipulado e, com sofisticação, rentável tanto para a Produtora quanto para o público porque todos ganharam, de diferentes modos, contemplando uma obra de arte que há muito tempo não advinha de um Estúdio Estadunidense. Não foi apenas pelo dinheiro, Beau DeMayo, afastado da Série por problemas que todos já devem saber, efetivamente conduziu com Amor o desenvolvimento desta atração da Disney+.
Amor no meio dos Negócios é assunto para uma específica abordagem minha em um futuro texto que eu possa vir a escrever. No entanto, quando se trata de trabalhar com algo que faz algum sentido para si, tudo que é Produtor e Diretor envolvido age acima do interesse pelo Capital. Não posso falar isso com relação ao Kevin Feige, que sempre vai me parecer ser uma mera ave de rapina preocupada apenas com o lucro, não ligando muito para a qualidade da maioria do que produz. Nem tenho muito conhecimento acerca do DeMayo, mas notei do primeiro ao último episódio o quanto de envolvimento pessoal há em cada frame, passagem, acontecimento e diálogo. Toda a Equipe envolvida na construção narrativa e visual me repassou o mesmo sentimento de agradável sabor e trabalho junto ao todo do que realizaram. Geralmente, noto isto muito em Animes, principalmente na Fase Clássica de Dragon Ball que vai até a Fase Z com o Majin Boo como O Desafio Final, por exemplo. Em Animações Estadunidenses, apenas nas dos Simpsons, Futurama, Hora da Aventura, Jackie Chan e das Tartarugas Ninjas, entre as que eu assisti, percebi o quanto os envolvidos se divertiram, pondo o coração no desenvolvimento delas com toda a carga de comprometimento com o resultado artístico de cada episódio. X-Men, a Série Original, tinha muito dessa propriedade de estar nela inserida uma Equipe que amava o trabalho feito nela com bastante profundidade e carinho. Estes elementos fazem-no um Clássico da Animação dos Anos 90, um marco até, eu diria, pela capacidade de levar para a tela todos os profundos temas tratados nos Quadrinhos com uma naturalidade que, revendo hoje a mesma, me impressiona. E a continuidade da história poderia ter dado muito errado exatamente por causa da quantidade de temas que, para os Nerdolas que atualmente infestam a Subcultura Nerd/Geek, é classificado como “mimimi”, “lacração”, “feminismo” e “identitarismo”.
Eu costumo dividir a História Contemporânea entre o antes e o depois do 11 De Setembro de 2001, a data que eu considero como a do Verdadeiro Início deste nosso Século 21. Os Anos 90, com todas as suas extensões e ampliações, sendo uma época que deu continuidade a algo da década anterior e antecipou muito deste nosso Século, em sua natureza própria afundou junto com as Torres Gêmeas do World Trade Center. Cresci e vivi nos Anos 80; sobrevivi aos Anos 90: este é o lema que eu concebo como a sintetização de minha História Pessoal como um Cidadão integrado aos movimentos e momentos do mundo atual. Eu me atualizo a todo momento, todos os dias, nunca buscando estar distante das inovações, das novas Gerações e do quanto o hiperconectado mundo de hoje tem a oferecer para cada Cidadã e Cidadão nele. E tenho consciência de que, apesar de ter saudosas lembranças de tudo que vivi e a tudo que sobrevivi nas duas últimas décadas do Século 20, eu sei que O Maior Atentado Terrorista da História da Humanidade destroçou aquele mundo no qual cresci e amadureci. A atual conjuntura orgânica do mundo é ainda pior, o mundo é todo conflito, caos, violência, dor, sangue e lágrimas, com momentos captados pela Mídia que parecem querer suavizar o pesado momento do Planeta Terra. Mas, isto não consegue ser feito e vivemos hoje junto ao perigo da eclosão de uma Terceira Guerra Mundial a partir de uma origem no Leste Europeu, Oriente Médio ou Sul Asiático. Igualmente, a grande maioria das pessoas de hoje em dia é infindavelmente diferente das de minha Geração (nasci em 1976) e das Gerações anteriores. Muitas não nasceram nem antes do 11 De Setembro e são influenciadas pelo que midiaticamente está neste exato momento caindo como mísseis nas Redes Sociais, as substitutas reais das Televisões como estas eram vistas e tratadas até o fim do Século passado. X-Men ‘97, uma continuidade de uma Série que traduziu o que era os Anos 80 e os Anos 90 em cinco temporadas (1992 a 1996), teria tudo para fracassar se a literalidade de tudo que expus neste parágrafo agisse no Consciente e no Inconsciente dos espectadores deste e do anterior Século.
O primordial mérito absoluto do revival da Série dos Anos 90 está em não ter procurado conduzir à força os elementos de sua história. Por mais que o mundo tenha mudado e a Queda Das Torres Gêmeas se configurado como um novo divisor, para mim, da História Mundial, certas presenças de princípios gerados pela Humanidade permanecem ainda como modos e modelos de pensamento na Sociedade Planetária. Os Modos e os modelos das Psiques que configuram as chagas sociais do Racialismo Racismo, Homofobia, Lesbofobia, Capacitismo, Aporofobia e todos os diversos Preconceitos criados pela Espécie Humana. Desde seu nascimento pelas mentes de Stan Lee e Jack Kirby, os X-Men foram a ponta de lança, nos Quadrinhos, de uma grande história de luta voltada para a denúncia, derrubada e destruição de todos os Preconceitos. Não se pode criar uma história da Mutandade da Marvel sem se esquecer do que cerca o Simbolismo das histórias dentro da História Dos X-Men, algo que não precisa ser discutido para se saber se ainda é hoje válido ou não. O mundo externo mudou, sim, senhoras e senhores, desde que as Torres Gêmeas caíram; o mundo interior, o nosso Ser, como criaturas propensas a erros e acertos, construções e destruições, bens e males, nada mudou, até mesmo em muitas pessoas, há muito tempo nascidas ou que viriam a nascer após o Atentado, piorou por inteiro. A mensagem, então, do que foi divulgado como um retorno retrô de algo que deu certo no Passado, está totalmente coerente com o Hoje e continuará a enviar suas vozes em Futuros possíveis enquanto ainda existir um Preconceito no Planeta Terra. Os que não admitem ser qualquer obra nascida da Mutandade da Marvel uma declaração de guerra a tudo que é Preconceito, sendo desde o princípio também um ato político natural por demais necessário, estão totalmente ultrapassados e são os mais arcaicos que destilam Ódio Puro, demasiadamente preconceituoso, pela Internet.
Contra esse tipo de pessoa, alimento e arma do Ódio em nosso redor, dentro e fora deste virtual habitat, X-Men '97 se ergue desde seus primeiros minutos com uma linguagem clara, desprovida de panfletagem ideológica e politicagem a favor de agendas progresistas. Como na versão vista nos Anos 90, os vários lados das muitas moedas no jogo social dos Conceitos, Pré-Conceitos e Preconceitos são lançados em direção ao espectador. Este deve escolher quem está certo, quem está errado, quem fica em cima do muro e quem ativamente entra de cabeça na guerra permanente, tensa e densa, pela sobrevivência do Homo Superior contra exemplares do Homo Sentiens que os persegue, discrimina, espanca, aprisiona, tortura e mata. Para quem apenas se liga nas cenas de Ação da Animação (as quais são verdadeiramente extraordinárias e empolgantes ao máximo), o plano de fundo da história, o plano real da mesma, é tocado apenas na superfície, na borda, na suspeita margem de algo que passa a ser para tais pessoas pouco interessante. Para quem incorpora o verdadeiro sentido de Ser desta Série e admite total imersão nos episódios, a Ação passa a ser um acompanhante do principal posicionamento narrativo de toda mensagem direta, subliminar e presente nas entrelinhas dos Roteiros daqueles. Até mesmo nos episódios que, superficialmente, podem ser vistos como desvinculados da história central (a aventura de Jubileu e Mancha Solar no Mojoverso; a estadia de Tempestade junto a Forge; e os momentos do Professor Xavier junto a Lilandra no coração do Império desta), há a onipresença, onisciência e onipotência da guerra como experimentada pela Mutandade. Não fiz qualquer esforço para ver um sentido fixo, uma direção em linha retíssima, do primeiro ao décimo episódio, no tratamento que o Roteiro da Temporada deu a cada Personagem, situação e cenário. Envolvidos no mesmo propósito de servirem ao escopo essencial da História Maior dentro da Linha Narrativa Geral, Charles Xavier, Magneto, Vampira, Gambit, Bishop, Jubileu, Mancha Solar, Wolverine, Morfo, Jean Grey, Madelyne Pryor, Ciclope, Fera, Bolivar Trask, Senhor Sinistro e Bastion, cada um com o seu próprio tempo, representam muitos aspectos, comportamentos e posicionamentos nossos.
Isto é outro fator que observo como explicativo do grande sucesso feito pela Animação, nos aproximando de uma visão para nossa própria concepção de como agiríamos se algo ocorresse em nosso mundo parecido com o que existe no mundo da Mutandade da Marvel. Como eu reagiria diante do surgimento de Mutantes se digladiando pelas ruas? Como você reagiria caso seus vizinhos se revelassem Mutantes? Como nós reagíriamos se as nossas filhas e filhos saíssem dos armários declarando serem Mutantes? Estou aqui especulando sobre algo que pode ter ocorrido com todos que assistiram a esta Animação como se tivesse realmente ocorrido? E se a minha especulação carregar alguma verdade e, de alguma forma, algo parecido com essas indagações tenham surgido em vós e todos os demais que pelo mundo apreciaram-na? Pois, para quem ainda não entendeu o que eu estou escrevendo aqui até agora, X-Men e todos os seus derivados são os espelhos das nossas conflituosas, caóticas e atormentadas Espécie e Civilização. Na pele de qualquer dos Personagens, Principais ou Secundários, há uma representação dos Entes que se misturam entre as multidões das cidades de todo o mundo, como vejo ocorrer nesta Versão Animada da principal Equipe Mutante desde 1992. Fugindo do filosoficamente complicado e academicamente, em geral, ininteligível para as inteligências comuns, os desenvolvedores deste Revival, do modo mais inteligente possível e com grandiosa sutileza, fizeram como sempre foi feito nas cinco Temporadas do material original. A dimensão das cargas emocionais e linguísticas é tão poderosa, dentro dos quadros de execução da trama em vertiginosa consecução, que a minha percepção me guia por esse caminho de entendimento exposto e composto nesta Resenha. Não pretendo intelectualizar demais a minha interpretação, o que cabe para um possível projeto de futuro possível livro sobre os X-Men que eu possa desenvolver de modo bem mais complexo, dentro de um contexto acadêmico. Sem a intenção de ter tornado as minhas palavras além do tom coloquial que uso neste blog quando escrevo Resenhas, entrego este texto como o produto inicial de algo que nunca vou determinar como definido ou concluído. Este algo é a minha preocupação em sempre escrever claramente, conduzindo-lhes direto para a fonte do que Resenho. É bem possível que alguns de vós a entrarem em contato com este texto não tenham ainda assistido a X-Men ‘97; então, amigas e amigos, leitoras e leitores virtuais, assistam-na porque, agora sendo o mais coloquial possível, tenho que declarar em caixa alta: X-MEN ‘97 É FODA PRÁ CARALHO!!!.
Os detalhes gráficos, diferentes da Série Original, cheguei a estranhar em um primeiro momento; se vós estais entre os que ainda não assistiram a esta obra, também presumo que estranhará. Muitos também estranharam as mudanças no Design dos Personagens, principalmente nas expressões faciais e movimentos; no entanto, o desenrolar dos episódios fez com que eu e outros nos adaptassemos e curtissemos a Primeira Temporada (ou Sétima, se considerarmos a Série Original). Eu o assisti com as vozes dos Intérpretes Originais, em Inglês, e estou fazendo o mesmo ao reassistir as Temporadas anteriores. Admiro a Dublagem Brasileira Clássica, lembro dela com carinho e algo próximo a certa alegria ao lembrar das manhãs da Rede Globo nas quais assisti a Animação (considero uma puta sacanagem o que fizeram com a Dubladora Brasileira Clássica da Vampira, a Fernanda Baronne, trocada por outra na Dublagem do Revival, Priscilla Concepcion; outros Dubladores foram substituídos, mas a mais marcante dos brasileiros que trabalharam na Série Animada ainda tem 100% de condições de dar continuidade ao trabalho que fez no Passado; um detalhe que menciono aqui é que a Baronne substituiu a primeira Dubladora da Personagem, a Taciana Fonseca). No entanto, sempre fui muito curioso em conhecer as Vozes Originais e isto estou podendo fazer agora.
Aos X-Men, então, senhoras e senhores, os nossos X-Men! E com toda a certeza de que Entretenimento e comprometimento natural com pautas sociais, políticas e existenciais podem ser aqui encontradas se vossas mentes forem despidas do desnecessário acúmulo de tudo que lhes influencia de modo correto e errado!
Sim, a Eles, Mortais, aos nossos X-Men!
A Eles, os nossos X-Men!
Saudações Inomináveis a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
São João de Meriti, Sudeste/Rio de Janeiro , Brazil
Meu nome é Giovani Coelho de Souza, tenho 49 anos, sou Escritor, Poeta, Livre-Pensador, Nerd, Otaku, Tokufan, Gamer e interessado em conhecer de tudo um pouco, lendo e escrevendo muito. Moro em São João de Meriti, Rio de Janeiro, sozinho; já estudei Filosofia na UFRJ (não cheguei a concluir) e iniciei o Curso de Biblioteconomia na UNIRIO no Segundo Semestre de 2024. Sou também Concurseiro e estou na luta por um Emprego Estável (infelizmente, não dá para viver apenas de Poesia na época atual...). Me interesso por Artes Marciais (já fiz Karatê, mas não sai da Faixa Branca) que tenham uma profundidade mais filosófica, como os estilos mais tradicionais de Kung Fu, o Tai Chi, o Aïkido e o Kendo. Sou o criador do Projeto C.O.V.A. (Companhia De Organizadores De Viagens Abissais), um trabalho voltado para divulgar e falar da Arte Sombria em suas mais diversas manifestações. Magia & Ocultismo me agradam, mais do que qualquer outra coisa dentro do que vai além da Experiência Material, onde dou ênfase ao que minha Vontade vê como essencial. E adoro Erotismo e Pornografia.
Artigos, Ensaios, Crônicas, Poemas, Citações, Religião, Filosofia, Política, Arte, Cinema, Streaming, Animação, Quadrinhos, Mangás… E tudo que O Cinzento Mundo onde vivemos pode nos oferecer como Conhecimento & Informação: este é O Mundo Inominável deste Inominável Ser que vos fala, senhoras e senhores. Apreciem sem moderação cada leitura das Possessões deste Mundo, sejam bem-vindas e bem-vindos.
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