Período de exibição : 02 de outubro de 2020 – 26 de março de 2021
✍🏾 Sinopse:
Yuji Itadori é um adolescente que se torna o receptáculo de Ryomen Sukuna, um lendário e imensamente poderoso Feiticeiro Jujutsu, após consumir um de seus dedos preservados. Para impedir a ressurreição completa de Sukuna e proteger a Humanidade, Itadori se alia a uma organização de Feiticeiros Jujutsu. Esses Feiticeiros combatem manifestações monstruosas de emoções humanas negativas, conhecidas como Maldições, usando uma fonte de energia paralela chamada Energia Amaldiçoada. A missão de Itadori é localizar e consumir os dedos restantes de Sukuna para, finalmente, executar a Maldição e a si mesmo, alertando assim o mundo sobre uma ameaça catastrófica.
Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
Aos 21 de janeiro de 2026, acabei de assistir aos dois primeiros episódios da Terceira Temporada de Jujutsu Kaisen e dei início a esta resenha da Primeira. Eu ouvia e lia muita coisa sobre este Anime, sabendo que fazia sucesso, mas nunca parei para prestar atenção nele. Aproveitando o período de férias pelo qual passo atualmente, então, maratonei as duas Temporadas produzidas até agora na semana passada e assisti ao filme Jujutsu Kaisen 0. Buscando não ficar lendo muitos comentários ou críticas negativas ou positivas sobre o Anime na Temporada a ser abordada por este texto, me senti pronto para escrevê-lo agora. É com muita empolgação e entusiasmo que as linhas a seguir falarão dele.
Jujutsu Kaisen não me conquistou de primeira, confesso. Eu considerei tudo muito genérico no início do Anime, como uma repetição de todos os clichês do Shonen feita para ser mais um Anime barulhento e cheio de lutinhas. Eu assisti ao primeiro episódio e demorei bastante para assistir aos posteriores porque não me empolguei o suficiente para querer continuar. No entanto, quando tive a curiosidade de insistir em continuar assistindo para ver até onde iria a minha própria necessidade de me interessar pela história. Porque eu sempre preciso sentir a necessidade de assistir algo, não pelo entretenimento puro e, sim, pelo que há a acrescentar aos meus processos como consumidor de produtos culturais. Continuei assistindo no automático, percebendo um clichê atrás do outro e até mesmo desanimando a certa altura. Porém, quando estava prestes a abandonar totalmente o Anime, a história de Junpei Yoshino mudaria toda a minha opinião acerca de Jujutsu Kaisen. Após os acontecimentos com Junpei, Yuji Itadori passa a compreender melhor a responsabilidade que tem em si por ser o receptáculo de um poderosíssimo Ser e o quanto deveria se tornar um Feiticeiro Jujutsu digno de cumprir a tarefa de confrontar toda a periculosidade das Maldições encarregadas de serem enfrentadas pelos que pertencem à Escola de Jujutsu de Tóquio.
Em muitos sentidos, após a tragédia de Junpei e a introdução de Mahito (meu vilão preferido e um dos Personagens que eu mais gosto no Anime por ser o mais amoral e despretensioso em suas ações) no contexto de desenvolvimento da história em si, a produção melhorou bastante a nível de Roteiro. Há uma separação óbvia e nítida entre as duas perspectivas pelas quais eu defino a minha experiência como espectador da Primeira Temporada de um Anime como este que demorou um pouco para me conquistar. Eu não seria nada sincero se dissesse que os clichês anteriores que observei desapareceram após a passagem de Junpei; mesmo que eu hoje seja um Fã visceral de Jujutsu Kaisen, não sou cego aos clichês que transbordam intensamente pelo Roteiro. O imenso diferencial é que o Roteirista Hiroshi Seko e o Diretor Sunghoo Park manobram tais clichês a favor de uma saga com energia adolescente explosiva de um modo controlado, sem pesar muito no Drama, sem pisar aceleradamente na Comédia e sem precisar de lacunas desnecessárias de eventos na sucessão dos episódios. Em mentes inábeis, Jujutsu Kaisen se tornaria algo pior do que um amontoado de clichês por não fugir das regras clássicas do Shonen, pois muitos Animes acabaram se perdendo por causa da rigidez de seguir totalmente tais regras. O próprio relacionamento entre Yuji e Ryomen Sukuna não é explorado excessivamente, sempre fica algo nesta Temporada oculto, apenas com pequenos trechos nos quais os dois interagem em um Espaço Interno do Ser do hospedeiro. E um ponto alto no Anime como um todo é o carisma de Yuji, de Sukuna e de cada Personagem que tem uma oportunidade de desenvolvimento, por menor ou maior que seja, dentro da história.
Megumi Fushiguro, Nobara Kugisaki, Satoru Gojo, Mahito, Masamichi Yaga, Shoko Ieiri, Utahime Iori, Kento Nanami, Maki Zenin, Panda, Toge Inumaki, Jogo, Hanami, Mechamaru, Suguru Geto, Mai Zenin, Aoi Todo, Momo Nishimiya e Kasumi Miwa, independente do que defendam e acreditam, tem um brilho próprio. Alguns tendo maior desenvolvimento, outros um menor, mas sempre mantendo-se coerentes em suas direções de comportamento e existência dentro do enredo. É uma inovação na forma de se contar uma história com tantos Personagens, sem comprometer o resultado final, o que pode ser visto em Jujutsu Kaisen. O Anime possui uma atmosfera sombria, própria ao Dark Fantasy que pertence, e os momentos de humor soam, para mim, como tentativas de suavizar o enredo. Pois, tirando todo o humor e deixando apenas o Drama, o que se veria comporia uma sucessão de quedas em episódios macabros e sanguinários. Estes dois elementos estão presentes, sendo até o que não é mostrado muito mais perturbador do que seria se graficamente mostrado. Eu tenho as minhas ressalvas quanto à Comédia, mas no caso desta obra ela fundamentalmente ajuda a compor, para o espectador, algum motivo para ter esperanças de que haverá um final feliz.
Porém, desde seu primeiro episódio, o futuro diz que Jujutsu Kaisen não é um conto de fadas divinas alegres e maravilhosas levando cada Personagem a um final feliz. E a Segunda Temporada mostraria que esta minha certeza se comporia tangível e realizada.
Saudações Inomináveis a todas e todos vós, Seres Do Mundo!
São João de Meriti, Sudeste/Rio de Janeiro , Brazil
Meu nome é Giovani Coelho de Souza, tenho 49 anos, sou Escritor, Poeta, Livre-Pensador, Nerd, Otaku, Tokufan, Gamer e interessado em conhecer de tudo um pouco, lendo e escrevendo muito. Moro em São João de Meriti, Rio de Janeiro, sozinho; já estudei Filosofia na UFRJ (não cheguei a concluir) e iniciei o Curso de Biblioteconomia na UNIRIO no Segundo Semestre de 2024. Sou também Concurseiro e estou na luta por um Emprego Estável (infelizmente, não dá para viver apenas de Poesia na época atual...). Me interesso por Artes Marciais (já fiz Karatê, mas não sai da Faixa Branca) que tenham uma profundidade mais filosófica, como os estilos mais tradicionais de Kung Fu, o Tai Chi, o Aïkido e o Kendo. Sou o criador do Projeto C.O.V.A. (Companhia De Organizadores De Viagens Abissais), um trabalho voltado para divulgar e falar da Arte Sombria em suas mais diversas manifestações. Magia & Ocultismo me agradam, mais do que qualquer outra coisa dentro do que vai além da Experiência Material, onde dou ênfase ao que minha Vontade vê como essencial. E adoro Erotismo e Pornografia.
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